Kairós
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Deuteronômio 15

[1] No final de cada sete anos, todas as dívidas deverão ser canceladas. [2] Isso deverá ser feito da seguinte forma: Se você concedeu um empréstimo a alguém, esse empréstimo será cancelado e a dívida considerada paga; você não deverá exigir pagamento do seu irmão israelita, porque o Senhor proclamou anistia das dívidas. [3] Você poderá exigir pagamento do estrangeiro, mas terá que perdoar qualquer dívida de seus irmãos israelitas. [4] Contudo, não deverá haver pobres entre vocês, pois o Senhor os abençoará ricamente na terra que ele lhes dá como herança, [5] desde que obedeçam cuidadosamente a todos os mandamentos que hoje lhes dou. [6] O Senhor, seu Deus, os abençoará, conforme prometeu. Vocês emprestarão a muitas nações, mas de nenhuma tomarão empréstimos. Dominarão muitas nações, mas por nenhuma serão dominados. [7] Se houver algum israelita pobre em alguma das cidades da terra que o Senhor, seu Deus, está dando a vocês, não sejam insensíveis nem egoístas com relação ao seu irmão pobre. [8] Pelo contrário, sejam generosos e emprestem a ele liberalmente o que necessitar. [9] Tenham o cuidado para que não haja pensamento perverso que os domine e os leve a dizer: “O sétimo ano, o ano do perdão das dívidas, está próximo”, e por isso se mostrarem mesquinhos e arrogantes com os necessitados recusando a ajudá-los. Eles clamarão ao Senhor contra vocês, e vocês serão considerados culpados de pecado. [10] Portanto, ajudem os pobres, vez após vez, sempre que precisarem, e de coração. Saibam que quando são generosos para com os pobres, o Senhor, seu Deus, os abençoará em tudo o que fizerem e em todos os seus empreendimentos. [11] Sempre haverá pobres e necessitados entre vocês, é por isso que ordeno que vocês sejam generosos com eles. [12] Se um hebreu, alguém do seu próprio povo, seja homem ou mulher, se vender a você e servi-lo por seis anos, no sétimo ano você deverá libertá-lo. [13] E quando você o libertar, não o deixe ir de mãos vazias. [14] Seja generoso e agradecido ao despedi-lo, dando a ele presentes de animais do seu rebanho, cereais da sua eira e vinho do seu lagar. Dê a ele conforme o Senhor, seu Deus, o abençoou. [15] Lembre-se de que você foi escravo no Egito, e o Senhor, seu Deus, o resgatou. É por isso que hoje lhe dou esta ordem. [16] Contudo, se o seu escravo, homem ou mulher, disser: “Não quero deixá-lo”, porque ama você e a sua família e achar ser mais vantajoso ficar com você, [17] então pegue um furador e faça um furo na ponta da orelha dele contra a porta, e ele será seu escravo pelo resto da vida. Faça o mesmo com sua escrava. [18] Não se sinta prejudicado ao libertar seu escravo, pois o serviço de seis anos que ele lhe prestou, custou a metade do serviço de um trabalhador contratado. E agindo assim, o Senhor, seu Deus, o abençoará em tudo o que fizer. [19] Separem para o Senhor, seu Deus, todos os machos primogênitos dos seus rebanhos. Não usem o primogênito macho dos seus bois para trabalhar nem tosquiem o primogênito macho das suas ovelhas. [20] A cada ano, vocês e suas famílias comerão esses animais na presença do Senhor, seu Deus, no local que o Senhor escolher. [21] Porém, se um desses animais tiver algum defeito, como ser cego, aleijado ou mutilado, ou se tiver qualquer outra deformidade grave, vocês não poderão sacrificá-lo ao Senhor, seu Deus. [22] Contudo, esse animal poderá comido em sua casa. Todos poderão comer da sua carne, quer estejam cerimonialmente puros ou não, assim como se come a carne da gazela ou do veado. [23] Mas não comam o sangue; este deve ser derramado sobre a terra.

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