1 Samuel 13
[1] Saul tinha trinta anos quando se tornou rei e reinou sobre Israel por quarenta e dois anos. [2] Saul escolheu três mil soldados do exército de Israel. Dois mil estavam com ele em Micmás e na região montanhosa de Betel, e outros mil estavam com Jônatas em Gibeá de Benjamim. O restante do exército foi enviado de volta para casa.
[3] Jônatas atacou a guarnição dos filisteus em Geba, e os líderes filisteus logo souberam disso. Então Saul ordenou que a trombeta fosse tocada por todo o país convocando os hebreus à guerra, dizendo: “Hebreus, prestem atenção!”.
[4] Todo o Israel ouviu a notícia: “Saul atacou a guarnição dos filisteus, e com isso, intensificou ainda mais o ódio deles por Israel!”. Então todo o exército foi convocado para se juntar a Saul em Gilgal.
[5] Os filisteus se reuniram para lutar contra Israel. Eles tinham três mil carros de guerra, seis mil cavaleiros e soldados tão numerosos quanto a areia da praia. Eles avançaram e acamparam em Micmás, a leste de Bet-Áven.
[6] Quando os soldados israelitas perceberam a situação difícil em que estavam, vendo que seu exército estava em desvantagem e tomado pelo medo, esconderam-se em cavernas, buracos, rochas, poços e cisternas. [7] Alguns dos hebreus até atravessaram o Jordão para o território de Gade e Gileade. Saul permaneceu em Gilgal, mas os homens que estavam com ele tremiam de medo.
[8] Saul esperou lá por sete dias, o prazo que Samuel havia determinado. Contudo, Samuel não chegou a Gilgal, e o exército começou a debandar.
[9] Então Saul ordenou: “Tragam a oferta queimada e as ofertas de paz”, e ele mesmo apresentou a oferta queimada.
[10] Assim que terminou de apresentar a oferta queimada, Saul viu Samuel chegando. Ele foi ao encontro de Samuel para cumprimentá-lo.
[11] “O que você fez?”, perguntou Samuel.
Saul respondeu: “Quando vi que meus homens estavam debandando, que você não chegou no tempo combinado e que os filisteus estavam se reunindo em Micmás para atacar, [12] pensei: ‘Os filisteus estão prestes a me atacar em Gilgal, e eu ainda não busquei a ajuda do Senhor’. Por isso, me senti na obrigação de apresentar a oferta queimada eu mesmo”.
[13] “Você cometeu uma loucura”, disse Samuel a Saul. “Você não obedeceu aos mandamentos do Senhor, seu Deus. Se tivesse obedecido, o Senhor teria estabelecido o seu reinado sobre Israel para sempre. [14] Mas agora o seu reinado será tirado. O Senhor já encontrou um homem segundo o seu coração e o escolheu como governante sobre o seu povo, porque você não obedeceu aos mandamentos do Senhor”.
[15] Então Samuel partiu de Gilgal. Saul e os homens que estavam com ele, também deixaram Gilgal e foram ao encontro do exército estacionado em Geba, no território de Benjamim. Saul contou os soldados que estavam com ele; eram cerca de seiscentos. [16] Saul, seu filho Jônatas, e os soldados que estavam com eles permaneceram em Geba, no território de Benjamim, enquanto os filisteus estavam acampados em Micmás. [17] Três grupos de ataque saíram do acampamento filisteu: um foi em direção a Ofra, na terra de Sual; [18] outro seguiu para Bete-Horom; e o terceiro para a fronteira de onde se avista o vale de Zeboim, junto ao deserto.
[19] Naqueles dias, por proibição dos filisteus, não havia nenhum ferreiro em todo o Israel, pois eles diziam: “Para que os hebreus não façam espadas ou lanças”. [20] Por isso, todos os israelitas tinham que ir aos filisteus para afiar seus arados, picaretas, machados e foices. [21] O preço era de oito gramas de prata para afiar os arados e picaretas, e quatro gramas para machados e aguilhadas.
[22] Assim, no dia da batalha, nenhum dos soldados que estavam com Saul e Jônatas tinha espadas ou lanças, exceto Saul e seu filho Jônatas.
[23] Um destacamento filisteu havia tomado o controle do desfiladeiro em Micmás.
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